• Inquilino: a sua caução vai voltar inteira?
  • Proprietário: vai acabar pagando um conserto que era do inquilino?
  • Imobiliária: de que lado você fica quando os dois discordarem?

8 em cada 10 imóveis alugados (80%) têm pelo menos um dano que pede reparo, como infiltração, ferrugem, trinca ou peça quebrada. É o que mostra um levantamento da Flash Vistoria com 1.477 vistorias feitas em 24 estados e no Distrito Federal, entre dezembro de 2025 e outubro de 2026.

Ou seja, na maioria dos imóveis o problema vai aparecer. O que decide essas três situações é o registro do imóvel: o que já existia na entrada e o que surgiu até a saída.

A seguir, veja os problemas mais comuns, onde eles aparecem, o que muda na devolução e o que cada um pode fazer.

Os principais números do levantamento:

  • Os problemas mais comuns são ferrugem (49% dos imóveis), infiltração ou umidade (47%) e trincas (44%).
  • 68% das casas têm infiltração ou mofo, contra 43% dos apartamentos.
  • 1 em cada 4 cômodos no litoral do Sudeste tem ferrugem, quase o dobro do interior (25% contra 14%).
  • +65% de umidade na parede na vistoria de saída, comparada com a de entrada. O mofo sobe 60%, e os furos na parede, 31%.
  • Área externa (32%) e garagem (29%) são os lugares com mais umidade.
Infográfico com o resumo do levantamento Flash Vistoria de outubro de 2026: 8 em 10 imóveis alugados têm pelo menos um dano que pede reparo; 47% têm infiltração ou umidade; 1 em 4 cômodos no litoral do Sudeste tem ferrugem; a umidade na parede é 65% maior na vistoria de saída. Danos mais comuns: ferrugem 49%, infiltração ou umidade 47%, trincas 44%, peças quebradas 36% e peças soltas 34%. Base: 1.477 vistorias, 12,6 mil cômodos, 473 profissionais, 24 estados e o DF.
Resumo do levantamento. Toque na imagem para ampliar e salvar.

Os dados são agregados e anônimos, sem identificar clientes nem imóveis, e os números são preliminares. A metodologia completa está no fim do texto, em como o levantamento foi feito.

Os problemas mais comuns nos imóveis alugados

A vistoria não aprova nem reprova o imóvel: ela registra o estado de cada cômodo. Mas os laudos mostram que imóvel sem defeito é raro. Ferrugem, infiltração e trincas aparecem em quase metade dos imóveis, e um em cada três tem alguma peça quebrada ou solta.

Gráfico de barras dos problemas que mais aparecem nos laudos de vistoria, em porcentagem dos imóveis. Danos que pedem reparo: ferrugem 49%, infiltração ou umidade 47%, trincas e fissuras 44%, peças quebradas ou lascadas 36%, peças soltas ou desreguladas 34%, furos na parede 26%, algo que não funciona 20%, mofo 12% e vazamento 9%. Marcas de uso: manchas 70%, sujeira ou resíduos 66%, riscos 64% e rejunte encardido 26%.
Os problemas que mais aparecem nos laudos, em % dos imóveis.
Problema % dos imóveis
Ferrugem 49%
Infiltração ou umidade na parede 28% · no teto 13% 47%
Trincas e fissuras na parede 17% · no piso 13% 44%
Peças quebradas ou lascadas 36%
Peças soltas, descoladas ou desreguladas porta que não fecha, revestimento solto 34%
Furos na parede quadros, prateleiras e suportes do morador anterior 26%
Algo que não funciona tomada, lâmpada, interfone, descarga 20%
Mofo 12%
Vazamento 9%

Cada número é a parte dos imóveis com pelo menos um registro do problema. Como um imóvel pode ter vários, a soma passa de 100%.

Além dos danos, quase todo imóvel tem marcas de uso e de limpeza: manchas (70%), sujeira ou resíduos (66%), riscos (64%) e rejunte encardido (26%). Elas ficaram fora dos 80% de propósito, para o número medir só o que precisa de conserto: mancha e sujeira saem com limpeza, e riscos e pintura gasta são desgaste do uso. A diferença também importa na devolução: a Lei do Inquilinato não deixa cobrar do inquilino o desgaste natural. Dano é outra coisa. Veja a diferença entre desgaste natural e dano.

Casa ou apartamento: onde há mais infiltração e trinca

Casas têm infiltração e trincas com bem mais frequência que apartamentos. A casa tem mais superfícies expostas à chuva e ao solo, como telhado, muros e quintal, enquanto boa parte da estrutura do prédio fica por conta do condomínio. Por isso, quando a infiltração aparece num apartamento, vale descobrir a origem antes de cobrar o inquilino ou o proprietário: se ela vem da fachada, da cobertura, da tubulação do prédio ou do apartamento de cima, o conserto cabe ao condomínio ou ao vizinho de cima, e não ao inquilino nem ao proprietário.

Problema (% dos imóveis) Casa Apartamento
Infiltração ou mofo 68% 43%
Trincas e fissuras 62% 38%

Em que cômodo ficam os problemas

A umidade se concentra onde há contato com chuva e água: área externa (32% dos cômodos), garagem (29%) e lavanderia (20%). Dentro de casa, o banheiro lidera (14%), seguido dos quartos (11%). A ferrugem segue o mesmo caminho: área externa (26%), lavanderia (21%) e banheiro (18%).

Planta ilustrativa de uma casa com a porcentagem de cômodos com umidade, infiltração ou mofo no laudo: área externa 32%, garagem 29%, lavanderia 20%, varanda 15%, banheiro 14%, quartos 11%, sala 8,5% e cozinha 8,5%. Ferrugem: área externa 26%, lavanderia 21% e banheiro 18%.
Umidade, infiltração ou mofo por cômodo, em % dos cômodos de cada tipo.
Cômodo O que mais aparece (% dos cômodos)
Área externa Umidade 32% · ferrugem 26%
Garagem Umidade 29%
Lavanderia Ferrugem 21% · umidade 20%
Varanda Umidade 15%
Banheiro Ferrugem 18% · umidade 14% · rejunte encardido 11% · mais vazamentos da casa
Quartos e sala Paredes riscadas e furadas

O banheiro é o cômodo com mais vazamentos, e é lá que o rejunte encardido mais aparece. Nos quartos e na sala, o que mais se registra são paredes riscadas e furos de quadros e suportes.

Teto do banheiro de um apartamento com manchas de mofo no canto acima do box de vidro e rejunte escurecido nos azulejos
Mofo no teto do banheiro, acima do box: um dos itens que mais crescem na vistoria de saída. Imagem ilustrativa.

Entrada x saída: o que muda na devolução

Comparamos as vistorias de entrada e de saída feitas pelas mesmas imobiliárias e vistoriadores. O total de danos é praticamente o mesmo nas duas, cerca de 44 a cada 100 cômodos, mas o tipo de problema muda.

Gráfico da variação dos registros entre a vistoria de entrada e a de saída, a cada 100 cômodos. Sobem na saída: umidade na parede +65% (6,2 para 10,2), mofo +60% (2,4 para 3,9), umidade ou infiltração em qualquer lugar +35%, pintura descascada ou gasta +34%, furos na parede +31% e sujeira +14%. Estáveis: manchas e algo que não funciona. Caem: trincas -15%, ferrugem -17% e peças quebradas -18%.
Na devolução, sobem os problemas de uso; os da estrutura não aumentam.
Problema Entrada Saída Variação
Umidade ou infiltração na parede 6,2 10,2 +65%
Mofo 2,4 3,9 +60%
Infiltração ou umidade (qualquer lugar) 13,0 17,6 +35%
Pintura descascada ou gasta 15,1 20,2 +34%
Furos na parede 6,2 8,1 +31%
Sujeira ou resíduos 32,0 36,6 +14%
Manchas 29,8 30,7 estável
Algo que não funciona 4,0 3,7 estável
Trincas e fissuras 12,4 10,5 −15%
Ferrugem 20,9 17,4 −17%
Peças quebradas ou lascadas 10,1 8,3 −18%

Ocorrências a cada 100 cômodos vistoriados.

Na devolução, sobem os problemas ligados ao uso do dia a dia: umidade e mofo, que dependem de ventilação e do uso do banheiro e da cozinha, furos de quadros e suportes, pintura gasta e sujeira. O mofo aparece também na fala do vistoriador gravada no imóvel: ele cita mofo em 7 de cada 100 cômodos na saída, contra menos de 1 na entrada.

Já os problemas da estrutura do imóvel, como trincas, ferrugem e peças quebradas, não aumentam. São justamente os itens de uso que geram a discussão entre desgaste natural, que o inquilino não paga, e dano, que pode ser descontado da caução. Veja as regras de devolução da caução, como funciona a vistoria de saída e o que a Lei do Inquilinato diz sobre a vistoria.

O que os números não dizem: as vistorias de entrada e de saída são de imóveis diferentes, então os dados não provam que o inquilino causou cada problema. Numa amostra menor, de imóveis em que a entrada e a saída foram comparadas lado a lado, umidade, mofo, pintura e furos também estão entre as mudanças mais comuns. São poucos casos para virar estatística, mas vão na mesma direção. E surgir durante a locação não quer dizer que o inquilino causou: ventilação, manutenção, defeitos que já existiam e o tipo de construção também pesam no estado do imóvel ao fim do contrato. Para comparar o mesmo imóvel, cômodo por cômodo, veja como comparar a vistoria de entrada e a de saída.

Parede da sala de um apartamento vazio depois da mudança, com furos de prego e de bucha e marcas claras onde ficavam quadros
Furos de quadros e suportes e marcas de moldura: na saída, os furos na parede sobem 31%. Imagem ilustrativa.

Litoral x interior: a maresia aparece no laudo

No litoral do Sudeste, 1 em cada 4 cômodos tem ferrugem (25%), quase o dobro do interior da região (14%). No país inteiro, a ferrugem aparece em 18% dos cômodos do litoral e em 13% dos do interior.

Gráfico da porcentagem de cômodos com ferrugem no litoral e no interior: todos os imóveis 18% contra 13%, apartamentos 15% contra 10%, casas 30% contra 15% e região Sudeste 25% contra 14%. A ferrugem aparece em grades, portões, ferragens de portas e janelas, dobradiças e metais do banheiro.
Cômodos com ferrugem, litoral x interior.
Cômodos com ferrugem Litoral Interior
Todos os imóveis 18% 13%
Apartamentos 15% 10%
Casas 30% 15%
Região Sudeste 25% 14%

A maresia corrói grades, portões, ferragens de portas e janelas, dobradiças e metais do banheiro. A fala do vistoriador, gravada dentro do imóvel, confirma: no litoral, ele cita ferrugem 60% mais vezes. No Sul, a diferença entre litoral e interior foi pequena (12% contra 11% dos cômodos).

Ferrugem causada pela maresia é efeito do tempo, não de mau uso, e por isso não deveria ser cobrada do inquilino na devolução: a lei ressalva as deteriorações do uso normal (Lei 8.245/1991, art. 23, III). Para o proprietário de imóvel no litoral, a saída é a manutenção: tratar e pintar grades, portões e ferragens entre um contrato e outro, e limpar e proteger a parte externa do ar-condicionado. Sem manutenção, o metal corroído pela maresia costuma exigir troca, e não só conserto, o que sai mais caro.

Onde as vistorias foram feitas

Região % das vistorias
Sudeste 62%
Sul 19%
Centro-Oeste 10%
Nordeste 6%
Norte 3%

São 24 estados e o Distrito Federal, em mais de 200 cidades. Os estados com mais profissionais usando a plataforma são São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Minas Gerais. As cidades com mais vistorias são São Paulo e Rio de Janeiro.

Como usar esses dados na prática

Para o inquilino: como não perder a caução

Na devolução, o que está em jogo é a caução. Em dinheiro, ela não pode passar de três meses de aluguel (art. 38, § 2º).

  • Resolva antes de sair o que mais cresce na devolução. Tape os furos com massa, retoque a pintura, faça uma limpeza completa (rejunte, box, fogão e janelas) e trate o mofo. São serviços simples que, no laudo, viram dano.
  • Confira o contrato. Se ele exige devolver o imóvel pintado, pintar por conta própria costuma sair mais barato do que o desconto. Veja se é obrigatório pintar o imóvel na devolução.
  • Leia o laudo de entrada e conteste no prazo do contrato. Quase metade dos imóveis (47%) tem umidade ou infiltração no laudo. Defeito registrado na entrada não pode ser cobrado como dano na saída. A lei garante ao inquilino, se ele pedir, a descrição detalhada do imóvel na entrega, com os defeitos que já existem (art. 22, V). Veja como contestar a vistoria.
  • Separe mofo de infiltração. Mofo que volta mesmo com o cômodo ventilado indica infiltração. Infiltração que vem da estrutura (telhado, encanamento, fachada) é defeito do imóvel, e o conserto costuma caber ao proprietário (art. 22, I e IV). Já o mofo de condensação, que vem do vapor do banho, da cozinha e da roupa secando dentro de casa, fica com quem mora quando o cômodo tem janela ou exaustor para ventilar (art. 23, V). Se o banheiro não tem como ventilar, o problema tende a ser do imóvel. Veja quem paga infiltração e mofo no imóvel alugado.
  • Avise por escrito. Um ponto que pouca gente conhece: o inquilino deve avisar assim que surgir um defeito que cabe ao proprietário consertar (art. 23, IV). Por escrito, fica a prova. Quem fica calado até a saída corre o risco de pagar pelo que piorou.
  • Não conserte o que não é seu. Em geral, trinca, ferrugem e infiltração que vem de fora são do proprietário. Os dados mostram que esses itens não aumentam na saída, o que combina com problemas do próprio imóvel, e não do uso.

Para o proprietário: manutenção onde os problemas se concentram

  • Revise entre um contrato e outro. Área externa, garagem, lavanderia e, no litoral, tudo o que é metal concentram umidade e ferrugem.
  • Adiar sai caro. Uma infiltração antiga solta o reboco e estraga a pintura e os móveis. E, se um reparo urgente passar de 10 dias com o inquilino morando, o inquilino tem direito a abater do aluguel os dias que passarem disso; passando de 30 dias, pode encerrar o contrato (art. 26).
  • Defeito anterior à locação é seu. A lei põe na conta do proprietário os vícios e defeitos que já existiam antes do aluguel (art. 22, IV). Resolver antes evita desconto discutido e imóvel parado. Veja quem paga cada reparo no imóvel alugado.
  • Exija laudo de entrada com fotos de cada defeito. É ele que permite cobrar, na saída, o que for dano de verdade.

Para a imobiliária e o corretor: menos briga e menos tempo com o imóvel vazio

  • Checklist antes da saída. Envie ao inquilino, cerca de 30 dias antes, os itens que mais geram cobrança: furos, pintura, limpeza e mofo. Ele resolve antes, a vistoria de saída anda mais rápido e o imóvel volta ao mercado mais cedo. Como a imobiliária ganha uma porcentagem do aluguel, imóvel vazio também é receita perdida para ela.
  • Detalhe a entrada e a saída. 8 em cada 10 imóveis têm algo a consertar, tanto na entrada quanto na saída. Ou seja, o problema vai existir. A questão é se ele foi documentado. A imobiliária fica no meio do proprietário e do inquilino: com um laudo vago, o inquilino contesta a cobrança, e o proprietário acaba arcando com o conserto mesmo quando o dano foi do inquilino. Aí ele culpa a imobiliária, que pode perder o cliente. Veja como tirar as fotos da vistoria e o checklist de vistoria para locação.
  • Ofereça uma revisão ao proprietário. Ferrugem, trinca e infiltração são responsabilidade dele, e os dados mostram onde se concentram. Mais ideias em como reduzir conflitos na devolução de imóveis.

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Como o levantamento foi feito

  • Amostra: 1.477 vistorias concluídas na Flash Vistoria por 473 imobiliárias, corretores e vistoriadores, de dezembro de 2025 a outubro de 2026, em 24 estados, no Distrito Federal e em mais de 200 cidades.
  • Base dos percentuais: os índices de problemas (80%, 49%, 47%, 44% e os demais) usam as 1.422 vistorias com texto de cômodo para analisar, de 434 profissionais, num total de 12,6 mil cômodos.
  • De onde vem o texto: o texto final de 12,6 mil cômodos, revisado pelo profissional que fez a vistoria, e as transcrições da fala dos vistoriadores gravada nos imóveis.
  • Como contamos: um problema entra na conta quando o elemento e o defeito aparecem na mesma frase, como “parede com infiltração”. Descrições como “sem infiltração” ou “sem trincas” ficam de fora.
  • O que conta como dano: os 80% somam oito tipos de problema que pedem conserto: infiltração ou umidade, mofo, vazamento, trinca, ferrugem, peça quebrada, peça solta e algo que não funciona. Manchas, sujeira, riscos e pintura gasta ficaram fora, porque se resolvem com limpeza ou são desgaste do uso. Com eles, o número passaria de 90%.
  • Entrada x saída: os imóveis são diferentes, e a comparação usa só profissionais que fazem os dois tipos de vistoria. Os laudos de saída são mais curtos e têm menos cômodos, o que puxa os números da saída para baixo: as altas mostradas aqui são conservadoras. A comparação do mesmo imóvel, lado a lado, ainda tem menos de 30 casos e entra só como indicação, sem percentual.
  • Litoral x interior: litoral são os municípios costeiros. O maior cliente do litoral ficou fora dessa conta, para não pesar sozinho no resultado.
  • Privacidade: só dados agregados e anônimos, sem identificar clientes, imóveis ou pessoas. Nenhum número de recorte com menos de 30 vistorias, de pelo menos 5 profissionais diferentes, é publicado.
  • Limites: os imóveis são os vistoriados na plataforma, não uma amostra estatística do mercado brasileiro. Os números são preliminares, não medem a gravidade de cada problema (vai de uma tomada solta a uma infiltração no teto) e não incluem custo de reparo.

Perguntas frequentes

Quais são os problemas mais comuns em imóveis alugados?

Ferrugem (49% dos imóveis), infiltração ou umidade (47%) e trincas e fissuras (44%), segundo o levantamento da Flash Vistoria com 1.477 vistorias. Depois vêm peças quebradas ou lascadas (36%) e peças soltas ou desreguladas (34%).

Quantos imóveis alugados têm algum dano?

8 em cada 10 (80%) têm pelo menos um dano que pede reparo, como infiltração, mofo, vazamento, trinca, ferrugem, peça quebrada ou solta, ou algo que não funciona. Marcas de uso e de limpeza, como manchas, sujeira e riscos, aparecem em quase todos, mas ficaram fora da conta: com elas, o número passaria de 90%.

O que mais aumenta na vistoria de saída?

Umidade na parede (+65%), mofo (+60%), pintura descascada ou gasta (+34%), furos na parede (+31%) e sujeira (+14%), a cada 100 cômodos, em comparação com a vistoria de entrada. Trincas, ferrugem e peças quebradas não aumentam.

Qual a diferença entre desgaste natural e dano no imóvel alugado?

Desgaste natural é a marca do uso normal, como pintura envelhecida pelo tempo e pequenos riscos, e a lei não deixa cobrar do inquilino (Lei 8.245/1991, art. 23, III). Dano é o que passa do uso normal, como peça quebrada ou mofo num cômodo que podia ser ventilado, e pode ser descontado da caução.

Quem paga infiltração em imóvel alugado?

Infiltração que vem da estrutura do imóvel é defeito dele, e o conserto costuma caber ao proprietário (Lei 8.245/1991, art. 22, I e IV). O inquilino deve avisar assim que ela aparecer (art. 23, IV). Já o mofo de condensação fica com o inquilino quando o cômodo tem janela ou exaustor para ventilar (art. 23, V). Mofo que volta mesmo com o cômodo ventilado indica infiltração.

Imóvel no litoral tem mais ferrugem?

Sim. No litoral do Sudeste, 25% dos cômodos têm ferrugem, contra 14% no interior da região. Nas casas do litoral são 30%, contra 15% nas do interior (amostra de 52 casas).

De onde vêm os dados do levantamento?

Do texto final de 12,6 mil cômodos de vistorias feitas na Flash Vistoria entre dezembro de 2025 e outubro de 2026, revisado pelo profissional que fez cada vistoria, e da fala dos vistoriadores gravada nos imóveis. Os dados são agregados e anônimos, e os números são preliminares.